Quando apareceu achei que era mentira
Mas de repente percebi que os caminhos de despedida
Andam trazendo tudo de volta
E o tédio há muito não me visita mais
É verdade, os pacotes de bagagens inconfessáveis
Ainda estão por abrir.
E a pulsação tiquetaqueia por uma certa cor
Preto talvez?
Não importa. Tudo virá ao chão se eu disser a palavra mágica
Com um montão de marteladas
Descobri que é mais fácil se não pensar
No que poderia ter sido
Então joguei tudo fora
Só ficou este rabisco
E um certo chinelo amarelo
Escrito por Robson Aleixo às 20h56
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Quem é você?
Uma miragem, um desejo, um enigma?
Quem é você?
Por favor , faça-me ouvir a tua voz e destrua
esse silêncio perturbador que confunde os pensamentos .
Quem é você?
Que desbrava atrevida meu coração e diz que quer ficar?
Quero saber seu nome...
Figura cheia de cor e beleza que matou a dor.
Talvez seja a minha sina desvendá-la
Ao seu estilo, encanto por encanto
Para descobrir o que há em ti que me faz tão feliz
Quem é você?
O amor como enigma em mim,
Um olhar, um eclipse permanente no que era normal
Quem é você?
Pergunta sem resposta, ou o fim da procura.
Escrito por Robson Aleixo às 20h37
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Foram mais ou menos mil pedaços
Daqueles que eu pude recolher
Há ainda os que foram parar fora do peito
A paixão é vermelha, a dor também
A dor creio que passa...
Passa do coração
para a expressão.
Para o rosto, e
Para a lista de coisas de que eu desejo me livrar
Mas a paixão não...
Essa bravamente quer ficar...
Ainda reclamo os direitos de ser o mesmo
De esquecer, e viver o que ainda há para ser vivido
De lembrar de como eu era antes da desilução
De ver partes de mim
Espalhadas pelo chão.
Escrito por Robson Aleixo às 20h16
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Escrever é um dom, um encanto, uma viajem
É a certeza que sempre existirão coisas que ainda não foram ditas
e outras tais que mesmo ditas constantemente
São acolhidas como inéditas pelo coração
Assim por palavras...
pedaços de um todo
fragmentos de certezas que no vai e vem da vida
perdem-se e encontram destino certo em caminhos incompletos
Palavras são só palavras...
Ferramentas incapazes de descrever um beijo furtivo
ou um abraço que põe fim a saudade
Mas quando sublimidade da expressão
sobrepõe a fragilidade da letra,
cada palavra se transforma num pedaço do coração.
Escrito por Robson Aleixo às 17h37
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